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Paralisia em cães: Como cuidar do seu bichinho de estimação!

Cão com paralisia

Provavelmente você, assim como qualquer outra pessoa, já se deparou com um animalzinho em cadeira de rodas. Isso é uma das consequências da paralisia em cães e gatos.

Essa doença se refere à condição de imobilidade causada por fatores muitas vezes inimagináveis que acometem a qualquer animal. De modo que dá origem à tetraplegia, paraplegia ou paresia, sendo a mais comum a paraplegia.

Se essa é uma situação que você teme e não possui conhecimentos, recomendamos que continue lendo este artigo e descubra as causas da paralisia em cães, seus sintomas, além de tratamentos e prevenções. Esse primeiro passo será de grande ajuda ao cuidado com a saúde de seu pet.



O que leva a desenvolver a paralisia em cães

Cão passeando com sua cadeira de rodas Fonte: G1

A princípio, muitos donos nem pensam sobre a possibilidade do animal de estimação adquirir a paralisia canina. No entanto essa enfermidade é séria, podendo afetar qualquer raça, desde que passe por alguma situação que interfira em seu sistema nervoso.

Dessa forma, inicialmente, é importante entender como funciona o corpo do cachorro para que haja a realização de movimentos.

Assim como em qualquer outro ser vivo, o cão se movimenta devido ao estímulo do sistema central nervoso, composto pelos nervos da medula espinhal e cerebral, aos músculos e à coluna vertebral. Juntamente à comunicação entre meio externo e interno.

Portanto lesões ou traumas no percurso dos nervos e na coluna vertebral podem causar paralisia em cães. Entretanto essas não são as únicas causas, sendo em alguns casos por:

  • Carrapatos: podem ocasionar a imobilidade, sendo eles os agentes causadores mais comuns da doença. Visto que a saliva de algumas fêmeas possui toxinas que acometem os nervos;
  • Infecções bacterianas, como cinomose, meningite, botulismo e raiva: nos casos de cinomose e raiva, ambos são originados por vírus que podem chegar no cérebro, causando a paralisia. Contudo outra forma de infecção bacteriana é por contato com animais selvagens ou ingestão de objetos tóxicos;
  • Doenças congênitas, como Doença Degenerativa do Disco, mais comum em cães de pernas curtas; Mielopatia Degenerativa, frequente em idosos; ou Embolia Fibrocartilaginosa, doença que acomete tanto animais de grande porte quando pequeno. Logo essas são doenças que apresentam uma tendência ao surgimento da paralisia;
  • Tumores malígnos na coluna vertebral.

A conclusão mais óbvia a ser tirada a partir disso é que como outras doenças se não tratadas podem ser responsáveis pela paralisia pois afeta o sistema nervoso do pet. De modo que a responsabilidade também é sua, portanto fique atento aos sintomas.

 

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Como diagnosticar a doença

Cão com paralisia sendo examinado - Paralisia em cães Fonte: Animais – umcomo

A identificação da doença não é difícil uma vez que tem como principal sintoma perda parcial ou total dos movimentos. Na maioria das vezes sendo reconhecida pela imobilidade das patas traseiras.

O diagnóstico correto da paralisia em cães deve ser realizado em conjunto do médico veterinário, a partir da análise do histórico do seu bichinho de estimação. Já que essa doença tem diversos fatores causadores. Além disso, será realizado uma verificação dos movimentos, teste de reflexão e manifestações de dor na coluna, cabeça e pernas.

Testes laboratoriais, raio-x, tomografia e ressonância também podem ser pedidos para melhor definição da causa e áreas atingidas.
Mas como posso identificar previamente a paralisia canina? Isso é possível pela observação dos sintomas iniciais, sendo eles:

  • Dificuldade de caminhar ou se levantar;
  • Arrastar as patas traseiras;
  • Perda de parte dos reflexos;
  • Enfraquecimento dos membros posteriores;
  • Falta de coordenação e controle para urinar ou defecar;
  • Outras manifestações das causas, como: vômito, dor abdominal, diarreia, salivação excessiva e pupila dilatada.

Esses fenômenos variam de acordo com o tipo de paralisia que seu cão possui. Sendo ela classificada em: tetraplegia, paraplegia e paresia. A primeira é a mais temida por todos, pois é a condição de perda de movimentos totais das quatro patas, podendo acontecer de 12 a 24 horas após alguma doença, como o botulismo. Enquanto a segunda é a imobilidade das pernas traseiras. E a terceira é apenas a dificuldade de se movimentar.

Dentre essas classificações, a paresia pode ser a circunstância permanente de alguns cães, mas também a inicial para a piora do quadro. Logo ao perceber mudanças comportamentais, esteja atento e leve seu cachorro à uma consulta, pois a paralisia em cães pode ser tratada quando diagnosticado previamente.



Opções de tratamento à paralisia em cães

Mulher abraçando cão com paralisia Fonte: Guia pet e cia

Quando um dono vê seu animal de estimação sofrendo, uma das opções pensadas é a eutanásia. Sendo ela uma forma de morte sem dor e diminuição do tempo de vida para evitar o sofrimento contínuo. Porém, em casos de paralisia canina, você não deve pensar que é o fim.

Atualmente, existem diversos dispositivos e equipamentos que possibilitam que seu cão viva normalmente, realizando as atividades físicas e, até mesmo, recuperando os movimentos.

Para a escolha de um bom tratamento, dependeremos da identificação da causa. Visto que para cada fator há um cuidado e plano diferentes, alguns dependendo de antibióticos, anti-inflamatórios ou cirurgias.

Em todos os casos, a fisioterapia ou hidroterapia será indicada. Podendo ser acompanhada por massagens, acupuntura e terapias para relaxamento e diminuição da dor. Contudo, apenas em alguns casos os cães serão mandados de volta para casa juntamente a um plano de recuperação.

Sendo assim, dependendo do nível da doença, a internação em hospital será essencial para controle e observação do desenvolvimento e progressão do tratamento.

 

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Como cuidar de um cão paraplégico em casa

Se a paralisia canina for realmente confirmada como condição permanente, não desanime e muito menos desista do seu pet. Isso porque, assim como você está triste, ele também está e precisa do seu apoio.

A paraplegia não é a pior situação de todas, se tratando apenas da imobilidade das patas traseiras. Portanto o bem-estar e qualidade de vida do seu animalzinho não estará comprometida, caso você aceite ser um ótimo dono e o cuide da melhor forma possível.

Para tanto:

  • Coloque seu cão em cadeiras de rodas, arneses ou bolsas protetoras, tanto para imobilidade traseira ou dianteira. Em alguns casos, o próprio dono projeta a cadeira e a faz. Os animais se adaptam rapidamente à situação, logo não será um sofrimento duradouro. Já que isso possibilitará sua movimentação para passeios e outras atividades;
  • Mantenha a higiene do seu pet com mais frequência, dando banhos em poucos dias, utilizando shampoos a seco entre os banhos e os limpando com toalhas umedecidas de soro fisiológico ou próprios ao animal;
  • Hidrate a pele, escove os pelos e cuide dos ferimentos com cicatrizantes;
  • Observe a bexiga do seu cachorro, pois às vezes eles não conseguem urinar. Portanto você deverá aprender uma maneira de ajudá-lo a isso;
  • Para urina e fezes, são indicados o uso de fraldas;
  • Compre uma cama ortopédica;
  • Continue exercitando e massageando as patas do seu cão. Passeios e fisioterapia serão necessários para fortalecer os músculos manter o seu pet feliz.

 

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Seja determinado assim como o seu animal de estimação e não sofra devido à paralisia em cães. Esse não é o fim da vida do seu pet, mas sim o início de uma nova fase em que ele dependerá do seu amor, carinho e apoio mais do que nunca.

Siga essas recomendações e as compartilhe para que mais pessoas evitem essa condição aos bichinhos de estimação. A falta de cuidado pode ser o sofrimento dele.

 

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S.O.S. CÃOpanheiros

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