Contato
Home >> Blog

Raiva canina: Sintomas, tratamentos e prevenção!

Raiva canina

A raiva canina é uma doença conhecida principalmente devido à transmissão a outros animais e, até mesmo, ao ser humano. Sendo considerada uma das zoonoses mais perigosas. Visto que pode ser fatal em quase 100% dos casos em que o cérebro é atingido.

Não bastando esse problema, você deve saber que a raiva é uma enfermidade que acomete cães e gatos. De modo que, da mesma forma, há a chamada raiva felina.

Dessa forma, se você já ouviu falar na raiva canina, mas não conhece seus sintomas e prevenção, esse artigo é para você. Até porque, além de auxiliar o dono, entender tudo sobre a doença será essencial à saúde do pet.

O que é a raiva canina

Cão nervoso Fonte: Tudo sobre cachorros

O motivo de a raiva canina ser mais conhecida que a felina se dá especificamente devido ao fato de que, até 2003, os cães eram os principais transmissores da doença aos humanos. Embora animais silvestres também tivessem uma certa porcentagem de culpa.

Ao ser atingido pela doença, o animal tem seus nervos locais infectados pelo vírus da raiva. A partir de então, esses micro-organismos tendem a se espalhar pelo corpo do animal, chegando ao cérebro. Quadro que evolui rapidamente em apenas alguns dias.

Logo o cachorro passa a produzir saliva altamente contagiosa. Além de iniciar as primeiras manifestações da doença, como salivação excessiva e mudança de comportamento.

Independentemente do aparecimento ou não dos sintomas da raiva canina, caso você desconfie ou identifique alterações, leve o seu cão ao médico veterinário. Pois apenas o tratamento imediato será capaz de curar o seu bicho de estimação.



Causas: Formas de transmissão

A forma de contágio é por meio do contato com a saliva do animal. No entanto a raiva canina pode ser transmitida apenas dependendo do tempo de incubação do vírus. Esse que pode demorar dias ou anos.

Você deve saber também que essa doença não é contaminada pelo simples contato do ser com a saliva. Isso porque só acontece se for transcutâneo, ou seja, por mordida ou arranhão. Sendo a profundidade da ferida o que irá determinar o período de incubação.

Na maioria das situações, porém, esteja atento ao seu cão ou gato. Pois a presença do vírus nas glândulas salivares ocorre após os 2 a 5 dias da contaminação.

Sintomas da raiva em cães

Cachorro babando Fonte: Zooplus

Semelhantemente à coprofagia, a raiva canina é uma doença difícil de ser ignorada. Uma vez que seus principais sinais clínicos são: espumas salivares e agressividade, o que pode causar a reação de mordidas. Entretanto, repare também se o seu cão apresenta:

  • Dores de cabeça e na garganta;
  • Cansaço;
  • Vômito;
  • Febre;
  • Comportamento de se esconder em locais escuros;
  • Falta de coordenação ou mesmo paralisia;
  • Medo, ansiedade, irritabilidade e depressão;
  • Anorexia;
  • Demência.

A evolução dos sintomas da raiva canina é o que fará com que cada sinal se manifeste. Sendo dividida em: incubação (período em que o vírus percorre os nervos), pródromos (início dos primeiros sintomas), encefalite (momento da inflamação no cérebro) e coma ou óbito.

Cada uma dessas fases terá alguns intervalos. De modo que, da incubação aos pródromos, pode demorar até três meses. Apesar disso, essa segunda etapa tem duração de apenas 1 a 3 dias, sendo percebida pelo ato do animal se esconder, salivar excessivamente, perder apetite e começar a morder. Podendo até mesmo se automutilar, provocando graves ferimentos.

Do momento da encefalite ao coma ou óbito, o seu cachorro pode ter apenas alguns dias ou mesmo duas semanas. Manifestando paralisia e convulsões.

Portanto quanto antes você levar o seu pet ao profissional, melhor será.

Tipos de raiva canina

Cães no gramado - Raiva canina Fonte: Metrópoles

Os sintomas da raiva canina ainda podem variar de acordo com o tipo. Sendo algumas formas mais raras que outras, porém tão fatais quanto. Assim, a importância de aprofundar esse conhecimento é para que você como dono não confunda os sinais com outras doenças.

  • Raiva furiosa: mais frequente em animais carnívoros, como cães. Essa é a forma mais fácil de diagnosticar ou mesmo identificar por conta. Visto que o animal passa a ser agressivo, latir roucamente e tentar atacar mesmo as pessoas mais próximas;
  • Raiva Muda: também conhecida como paralítica, é mais comum em animais herbívoros, como vacas e cavalos. Contudo pode acometer os pets, dependendo de suas personalidades. Sendo comum o seu bichinho apenas se isolar, manter-se quieto e deprimido, perder apetite e sede, além de sofrer paralisia;
  • Raiva Intestinal: mais rara, dentre os três tipos. Não há manifestação de agressividade ou mesmo paralisia. Mas você pode perceber que o seu animal vomita e apresenta cólicas com frequência. Esse é o momento de agir, logo não espere o problema se curar sozinho.

A raiva intestinal é tão incomum que, normalmente, nem ao menos é citada entre os tipos de raiva canina. No entanto, como nosso objetivo é fornecer o máximo de conhecimento, aprender sobre tal é tão importante quanto as outras formas.

Riscos para a saúde do pet e do dono

O maior risco que a raiva canina pode causar num pet e num dono, com certeza, é a possibilidade de entrar em coma ou óbito. Porém, não bastando esse fato, você ainda deve saber que há demais perigos, como:

  • Paralisia, espasmos e convulsões frequentes;
  • Febre e delírios;
  • Ansiedade e agitação em excesso;
  • Sensibilidade à luz.

A questão das convulsões e espasmo é a mais preocupante dentre as complicações. Isso porque pode acontecer durante a ingestão de líquidos ou alimentos. Além disso, a paralisia também se encaixa num quadro preocupante, uma vez que pode provocar mudanças cardiorrespiratórias.



Tratamento e prevenção da raiva canina

Cachorro na coleira Fonte: Hoje mais

Infelizmente, a raiva canina não possui tratamento ou cura quando identificada em pets. Apenas em humanos. Até mesmo o seu diagnóstico pode ser dificultado em casos de raiva muda ou intestinal.

Pois, embora sejam pedidos exames clínicos, o quadro só pode ser corretamente confirmado ao analisar o cérebro do animal. Algo realizado apenas após a morte.

Sendo assim, na maioria das situações, assim que identificada a raiva furiosa, é sugerida a eutanásia. Isso porque será o melhor método para que seu cachorro não sofra até o fim da vida.

Portanto agora você sabe a importância da vacinação anual. No entanto essa não é a única forma de prevenção possível, logo:

  • Leve o seu cão para tomar a vacina contra raiva, conhecida também como antirrábica. Essa é a única forma de imunizar o seu animal;
  • Fique longe de animais silvestres, independentemente de possuir ou não a doença. Caso note que o animal se comporta de forma agressiva ou desorientada, recorra à Polícia Ambiental;
  • Limpe ferimentos causados por mordidas ou arranhões e procure um médico. Utilize água corrente e sabão.

Se você ainda não levou o seu cão para tomar as vacinas anuais, agora é hora. Pois o quanto menos adiar, melhor à saúde do seu cachorro e da sua família.

 

Compartilhe esse conhecimento também com amigos e parentes, para que assim evite a raiva canina em diversos outros pets.

S.O.S. CÃOpanheiros

É uma ONG criada em Dezembro/99, CNPJ: 07.661.890/0001-21, com o propósito de acolher cães de rua que estejam em estado crítico de saúde, extremamente debilitados ou em situação de risco.

SAIBA COMO NOS AJUDAR!

Inscreva-se como associado do S.O.S. Cãopanheiros ou pelo telefone (021) 99766-1180. Passe a receber as noticias e contribuir para a ONG, efetuando depósito mensal em uma de nossas contas.