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Esporotricose em gatos – Diagnóstico, causas e tratamento!

Esporotricose em gato

Quando decidimos ter um animal de estimação, é necessário entender sobre algumas doenças que acometem esses bichinhos, como é o caso da esporotricose em gatos, uma infecção que pode atingir humanos e várias espécies de animais.

Por isso, é importante sempre se atentar em possíveis alterações nesses animais de estimação, para buscar tratamento o mais rápido possível, levando mais qualidade de vida para seu pet. Entenda tudo que você precisa saber sobre essa doença.

O que é esporotricose em gatos, seus sintomas e causa

Gato Doente

Fote: Prefeitura de João Pessoa

A esporotricose em gatos, também conhecida como doença dos jardineiros, é causada por um fungo chamado Sporothrix Schenckii. Essa infecção pode acometer a pele, o sistema respiratório e os ossos desses animais. Esse fungo geralmente se instala em feridas abertas que o animal tenha na pele ou pode se propagar nas vias respiratórias.

Os sintomas da esporotricose são variados, podendo causar febre, diminuição das atividades que o animal costumava exercer, tosse, falta de ar e lesões na pele que podem se apresentar em até três estágios, conforme o avanço da doença. Portanto, veja abaixo:

  1. Cutânea localizada: dessa forma o animal possui feridas avermelhadas na pele.
  2. Linfática: com o avanço da infecção no animal, são formadas úlceras na pele, atingindo seu sistema linfático.
  3. Cutânea disseminada: essa é a forma mais grave da doença, todo corpo do animal é afetado, incluindo os ossos e pulmões.

Esse fungo é, em geral, encontrado com facilidade na natureza, nas plantas e em lugares bem úmidos, por esse motivo, é importante observar locais que os animais costumam frequentar, até como uma forma de prevenir a contaminação.

Diagnóstico e contágio da doença

Gato com machuca no nariz

Fonte: O município

O diagnóstico da esporotricose precisa ser feito por um médico veterinário, já que existem outras doenças com os sintomas parecidos, como alergias, outras infecções ou até mesmo reações de remédios, isso pode gerar uma confusão no diagnóstico e atrasar o tratamento.

É necessário uma análise completa do histórico do gato, lugares que ele costuma frequentar, se tem mais acesso a locais ao ar livre ou se fica mais em ambientes internos, também é importante citar caso tenha se envolvido em brigas com outros animais recentemente.

Para um diagnóstico preciso, o felino precisa passar por alguns exames laboratoriais, como cultura de fungos, com a intenção de identificar o fungo causador da doença, exame histopatológico, que analisa as lesões e exame citológico para descartar a hipótese de tumores no animal.

Um gato pode se infectar ao entrar em contato com o fungo através de feridas na pele, se arranhando em alguma árvore, planta ou solo infectados por esse fungo. Os animais podem transmitir a doença em brigas com mordidas ou arranhões.

É importante salientar que humanos também podem ser infectados pela doença através de arranhados ou contato com a pele de animais contaminados, dessa forma, os donos do bichinho precisam tomar cuidado para não contrair a esporotricose.

Tratamentos e prevenção para esporotricose em gatos

Gato com orelha machucada - Esporotricose em gatos

Fonte: Blog cobasi

A esporotricose em gatos tem cura, mas o tratamento é um grande desafio, pois não é considerado um tratamento fácil e rápido com resultados imediatos, é preciso que o animal faça o tratamento adequado por um longo período, podendo durar meses ou anos e mesmo após mudanças aparentes no animal, o tratamento precisa continuar sendo feito por algumas semanas, pois caso seja interrompido as feridas podem aparecer novamente.

Em suma, são utilizados medicamentos antifúngicos orais ou antibióticos, sempre com prescrição do médico veterinário. Durante o tratamento é importante que o cuidador utilize luvas e até mesmo máscaras, como uma forma de evitar a contaminação da doença.

Quanto antes iniciar o tratamento, maior é a chance de curar a doença. É importante salientar que o lugar em que o gato frequenta deve ser higienizado todos os dias, isso pode ajudar a doença não se manifestar novamente após o fim do tratamento. Lembrando que é de extrema importância fazer o tratamento no seu bichinho, já que a doença não regride sozinha.

Dica

Infelizmente ainda não existe vacina para esporotricose, por isso, para prevenir a doença, algumas medidas higiênicas precisam ser feitas para minimizar a chance de transmissão. Manter sempre o ambiente limpo, isolar animais que estejam contaminados e tomar os cuidados necessários ao encostar nesses bichinhos, como lavar bem as mãos e usar luvas.

Castrar o gato também é uma boa opção, já que esses animais ficam mais calmos após a castração. Mantê-los em casa é o ideal, para evitar locais contaminados e levar com regularidade esses animais ao médico veterinário é fundamental, manter os exames em dia é a melhor maneira de prevenir doenças.

Portanto, é preciso ter um cuidado redobrado com essa doença, já que como falamos anteriormente, ela não afeta somente os animais, mas também os humanos, criando um risco ainda maior para você e sua familía.

 

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S.O.S. CÃOpanheiros

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