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Animais atropelados: Aprenda a socorrer um pet em apuros!

Cachorro na estrada

Alguma vez você já se deparou com acidentes envolvendo bichos silvestres ou domésticos? Segundo dados do Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas (CBEE), a cada segundo, é contabilizado cerca de 15 animais atropelados no Brasil.

Essas estatísticas nos provam o quanto é importante conhecer os primeiros socorros a serem realizados. Já que os atendimentos iniciais à espera de auxílio profissional são essenciais para a sobrevivência do ser.
O governo, assim como algumas instituições, busca soluções para a diminuição do número de animais atropelados.

Contudo enquanto a quantidade se mantém, procure aprender e salve um pet ou uma espécie silvestre. Seguindo alguns passos uma vida continua.

Por que aprender os primeiros socorros em animais atropelados

Animal selvagem atropelado - Animais atropelados

Fonte: Gaz

Antes de aprender o que deve ser feito para socorrer animais atropelados, que tal visitar o site do CBEE? Logo no início você leva um gigantesco baque, devido ao “atropelômetro”. Levantamento que mostra o número de casos em tempo real. Provando que 15 seres por segundo pode parecer pouco, mas é muito totalizando 475 milhões de animais, por ano.

Dentre esses dados, embora a maior preocupação esteja voltada aos animais de médio e grande porte. Os pequenos são os mais acometidos. Apresentando 90% do total de atropelamentos, que muitas vezes são fatais aos bichinhos.
Estudos exclusivos, como o de São Paulo que percorreu quase 30 mil quilômetros de rodovias federais, estaduais e municipais, provam que a velocidade e falta de atenção são os maiores inimigos desses acontecimentos. Além disso, é visto que as áreas urbanas não fogem das pesquisas. De modo que cães e gatos domésticos são as maiores vítimas.

Assim, pessoas como Fernanda Abra, bióloga que recebeu o prêmio Future For Nature, e Alex Bager, ecólogo coordenador do CBEE, criaram soluções em busca da diminuição e controle de acidentes envolvendo animais causados pela interferência humana no meio ambiente. Algumas de suas realizações são:

  • Placas indicativas e passagens de fauna: promovidos por Abra, são maneiras de tornar o motorista atento e proporcionar um caminho seguro em meio às rodovias brasileiras;
  • Sistema Urubu: é uma rede social criada por Bager que, esse ano (2020), recebeu atualizações como compartilhamento e registro de atropelamento de animais domésticos, assim como silvestres. É uma forma de conscientizar os motoristas sobre seus atos e a importância da preservação natural.

Com tantos desastres, ao menos podemos tentar ajudar os animais atropelados com etapas básicas e simples que podem salvar suas vidas e oferecer mais esperança.



Passo a passo de como socorrer

Cachorro amarelo

Fonte: G1 – Globo[

Na maioria das vezes, o caminho de uma viagem é associado ao vento no rosto, tempo agradável, boa música e ótima companhia. Apesar disso, a todo momento devemos estar preparados para o inesperado. Pois é disso que se trata se deparar com animais silvestre atropelados. Apesar de haver casos incluindo pets, são os selvagens que correm mais perigo.

Confira a seguir os primeiros socorros que podem garantir a chegada sã de bichos domésticos e silvestres em clínicas veterinárias.

Além disso, lembre-se que quanto menor o porte do animal, maior é o risco de sequelas e morte. Então, faça o que for preciso assim que possível e preserve uma vida.

Primeiros socorros em pets

Cães e gatos, sendo ou não domesticados, são os pontos fracos de muitas pessoas. Visto que em sua maioria se mostram fortes e independentes. Quando, na verdade, guardam em si uma parte carente, carinhosa e brincalhona.

Logo é difícil observar um pet ferido e não fazer algo. Em caso de acidentes:

  1. Analise o temperamento: a maioria dos animais sente dor e medo. Podendo apresentar agressividade como forma de se proteger. Portanto proteja-se primeiro;
  2. Faça uma mordaça no pet: utilizando tecido, cadarço ou sinto. Apenas quando necessário;
  3. Remova o animal do caminho de tráfego de veículos cuidadosamente: Caso possível, o coloque sobre uma superfície plana para melhor locomoção e diminuição do movimento da coluna. Por vezes, pode ser necessário amarrar as regiões dos ombros e coxas à tábua. Para que o próprio não se machuque se debatendo sobre o objeto;
  4. Verifique se há acúmulo de sangue, objetos ou muco nas narinas e boca: limpe assim que possível. Já que pode causar obstrução das vias respiratórias;
  5. Leve o bichinho direto à clínica veterinária ou ligue por ajuda profissional.

O atropelamento de animais de estimação ocorre principalmente pelo abandono ou descuido do tutor. De modo que é indicado a adoção, o uso de guia durante os passeios e a castração. Esses são métodos profiláticos capazes de salvar muitas vidas, diminuindo o risco de fuga e demais problemas, como brigas e doenças.

Como socorrer demais pets

Caso seu pet não se trate de um cãozinho ou gatinho, mas sim um coelho, pássaro, entre outros animais domésticos, o procedimento pode ser o mesmo dependendo do porte.

Entretanto aos bichinhos pequenos o mais sugerido é enrolar delicadamente em uma manta ou tecido leve. Para então encaminhar à clínica. Se houver dúvidas, apenas chame por ajuda profissional assim que possível. Muitas vezes, mesmo os pequeninos podem ser salvos.

Procedimentos com animais silvestres atropelados

Pet atropelado - Animais atropelados

Fonte: Renctas

Quando paramos para pensar sobre o atropelamento de animais silvestres, logo vem à mente imagens de cervos, capivaras, macacos e tamanduás. Isso porque essas são algumas das silhuetas apresentadas em placas de advertência.

Apesar disso, o impacto maior é visto principalmente em seres de pequeno porte. Como: aves, cobras, ratos, gambás, sapos e lagartos. Esses que dificilmente saem vivos, assim como a classe de médio porte. Composta por espécies em extinção, como lobo guará e tamanduá bandeira.

Como observado nas pesquisas, cada segundo, 15 animais silvestres são atropelados. Na maioria das vezes, somos incapazes de realizar os primeiros socorros. Pois devemos prezar primeiro por nossas vidas e segurança. Sendo sugerido acionar o Corpo de Bombeiros ou a Polícia Militar Ambiental que serão capazes de remover o animal, tratar e reabilitar.

Além do socorro, podemos também evitar e ajudar na diminuição do número de animais atropelados. Por meio de:

  • Mais atenção em estradas cercadas por vegetação;
  • Diminuição da velocidade em rodovias sinalizadas com placas de advertência sobre a presença de animais silvestres;
  • Sinalização aos demais motoristas. Caso perceba a presença de um ser na pista.

Essas ações serão essenciais não somente aos bichos. Mas também ao motorista e aos passageiros que terão suas vidas mais seguras.

Cães e gatos: principais traumas após um acidente

Gato deitado

Fonte: Perito animal

Da mesma forma que acontece com as pessoas, por vezes há consequências irreversíveis em animais atropelados. Causadas principalmente pelos traumas físicos que os acometem, como:

  • Crânio encefálico: considerado um dos mais fatais e preocupantes, atinge o cérebro. Uma vez que o crânio é rompido, podendo causar sangramento interno;
  • Abdominal: rompimento de órgãos do abdômen. Como artérias, veias, vísceras, bexiga, fígado, entre outros;
  • Torácico: é percebido pela dificuldade respiratória. Causada por fratura da costela ou presença de ar e acúmulo de sangue em regiões como traqueia e esôfago. Além disso, pode apresentar lesão no coração, pulmões e vasos;
  • Pélvico: o mais comum e aparentemente menos assustador que os demais, é a fratura de ossos da perna. Que deve ser levada a sério tanto quanto os demais traumas. Visto que pode atingir órgãos abdominais e causar problemas articulares;
  • Espinhal: acomete a coluna do animal. Podendo deixá-lo paraplégico ou tetraplégico.

Apesar de todos os casos parecerem trágicos e sem solução, é obrigatório por lei e consciência socorrer animais atropelados. Ou ao menos acionar as autoridades.

Isso porque, embora não seja o seu pet, poderia ser. Além disso, a vida de qualquer ser vivo é única e deve ser salva. Independentemente da incerteza de seu fim.

S.O.S. CÃOpanheiros

É uma ONG criada em Dezembro/99, CNPJ: 07.661.890/0001-21, com o propósito de acolher cães de rua que estejam em estado crítico de saúde, extremamente debilitados ou em situação de risco.

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